Nós comemoramos em agosto o mês das vocações e, só para iniciar, gostaria de lembrar que a vocação sacerdotal é comemorada no primeiro domingo, a vocação matrimonial no segundo domingo, a vocação à vida consagrada (religiosos, religiosas e também as novas comunidades) no terceiro domingo e no quarto domingo o dia do Catequista e da vocação do cristão leigo na Igreja.

E sempre que falamos em vocações, nos vem à mente a mensagem de Jesus sobre a falta de trabalhadores para a messe. Esta é uma mensagem que permanece mais atual do que nunca. Jesus, naquele momento, convoca os 12 apóstolos que irão acompanhá-lo até o fim, dando a eles o poder de curar doenças e expulsar os demônios.

O mundo mudou, a população cresceu de maneira vertiginosa, mas o problema da falta de trabalhadores para a messe permanece o mesmo. E hoje, a situação é ainda mais difícil do que na época de Jesus porque a maioria das pessoas foge de todo tipo de compromisso.

Hoje se fala muito em crise de vocações, em especial da vocação sacerdotal, e realmente há algumas congregações que realmente estão com falta de sacerdotes. Felizmente, não é o caso dos palotinos. Nos últimos cinco anos, a Província São Paulo Apóstolo, à qual pertencemos, formou mais de 20 sacerdotes; sendo sete apenas este ano, e praticamente todos passaram pelo Seminário São Vicente Pallotti. Neste sentido, não há do que reclamar. Pela minha vivência, estou feliz com o resultado. Mas é importante observar que há uma boa participação de jovens nos encontros vocacionais. Nós temos uma esperança muito grande nas vocações futuras. Agora, mais importante do que a quantidade de trabalhadores para a messe, é qualidade desses trabalhadores. Jesus está esperando pessoas que sejam dignas de serem sacerdotes e, neste quesito, nós temos sido privilegiados.

Todas as vocações são importantes, mas gostaria de falar um pouco também sobre a vocação matrimonial. A família é uma graça de Deus, o santuário da vida. É na família que nasce todo tipo de vocação. O casal engajado é uma força para a Igreja e uma felicidade para os filhos. Nos dias em que vivemos, não é fácil manter uma família bem estruturada com tantas coisas que o mundo oferece e em um momento em que as pessoas parecem preferir cada vez mais o isolamento. Só a família é capaz de reverter toda esta situação. A família é o esteio para nascer novas vocações e boas coisas na Igreja.

A Regional Sul II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil vai iniciar no próximo ano uma campanha de incentivo às vocações com o nome “cada comunidade uma nova vocação”, sendo que um dos principais pedidos é rezar pelas vocações. Nós, porém, não precisamos esperar até o começo do próximo ano para rezar pelas vocações. Podemos começar agora. A oração tem força para mudar tudo, inclusive quando pedimos para o Senhor enviar mais trabalhadores para a messe. E aproveitando que agosto é também o mês da família, vamos nos conscientizar que toda vocação começa na família e não em outro lugar.

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