23 anos de dedicação

O padre Francisco Schneider, o padre Chiquinho, é o religioso que mais tempo permaneceu em nossa comunidade, e autor de uma obra conduzida pela humildade, caridade, disponibilidade e espírito empreendedor.

Ele nasceu na Alemanha em 8 de março de 1930, embarcando para o Brasil ainda jovem, com um grupo de palotinos, na década de 1950. “Vocês receberam de graça uma paróquia, por isso, devem construir outras também de graça”, afirmou dom Geraldo Fernandes ao empossar Schneider como vigário em nossa paróquia. Uma missão e desafio que o padre aceitou, sendo responsável pela construção de várias igrejas, entre as quais a Nossa Senhora da Luz, Jardim do Sol; Nossa Senhora da Boa Viagem, Jardim Bandeirantes; São José, Vila Regina; São Vicente Pallotti; São Judas Tadeu, Conjunto Vivi Xavier e Nossa Senhora de Nazaré, Conjunto Parigot de Souza III; onde o religioso é vigário.

Além das inúmeras construções, o padre Chiquinho também foi responsável por importantes reformas, como as das paróquias do Conjunto Parigot de Souza II e Chefe Newton.

Conhecido por ter o domínio de várias atividades, sendo professor no Colégio Marista, Escola Estadual Antônio Moraes de Barros e Champagnat, o religioso também fazia trabalhos de pedreiro, carpinteiro, eletricista e motorista. Muitos paroquianos testemunharam Chiquinho consertando o forro da igreja, carregando mesas ou empurrando carriola.

A cultura e o idioma diferentes não foram obstáculos às atividades pastorais do padre, que trabalhou com empenho para levar a palavra de Deus a todos os lugares.

O padre Chiquinho lembra que, há alguns anos, era grande o número de casamentos e batizados realizados na paróquia. Um dos motivos que atraía e ainda desperta interesse dos noivos é o acervo de arte-sacra, com obras de artistas como Bernardo Heise, Mário Ono e Henrique Aragão.

Ele destaca também o trabalho do carpinteiro Florindo Turini, que além da manutenção da paróquia, cuidava da oficina montada nos fundos da igreja, tendo feito mais de 700 banquetas e 200 mesas utilizadas até pouco tempo no salão paroquial.

Ao ser questionado sobre outras pessoas que o ajudaram no inicio de seu trabalho paroquial, o padre prefere dizer que foram muitos paroquianos. Porém, ele lembra do amigo Catiguá, que já morreu, mas que estava sempre pronto a colaborar, principalmente nas quermesses.

O padre gosta de comentar sobre os primeiros grupos, como os Congregados Marianos, as Filhas de Maria e o Apostolado da Oração, posteriormente vieram os Cursilhos de Cristandade masculinos e femininos e a Juventude Católica (Juca). “Eram movimentos bastante atuantes na paróquia, bem como o Roupeiro de Santa Rita de Cássia, que sob a coordenação de dona Maria da Glória Costa, costurava enxovais para recém-nascidos de famílias carentes. Também contei durante esses anos com a ajuda de muitas pessoas, entre as quais a Joelina, que trabalhou como secretária, diretora da Escola Carlos Dietz, coordenadora da catequese e liturgia”.

Desde que chegou à paróquia pela primeira vez, em 1964 por um período até 1967 e, posteriormente de 1976 a 1996, padre Chiquinho deixou um exemplo de amor e dedicação à comunidade.

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