O nosso vigário padre Antônio Fiori completou 50 anos de sacerdócio neste mês de julho. Uma missa em ação de graças, seguido de um jantar comemorativo, foi realizada no dia 2 para marcar a data.

São cinco décadas catequizando as crianças e as famílias. Cinco décadas dedicadas ao irmão. Algo que o padre afirma ser a “alegria do sacerdote”. “Deus escreveu nas linhas tortas da minha vida. A alegria de ser sacerdote é viver para os outros”, afirma o vigário.

Natural de Ibiporã, cresceu na área rural de Santo Inácio (região norte do Paraná). Padre Fiori é o primogênito de cinco filhos, de uma família de descendentes de italianos. Uma família muito religiosa. Foi coroinha. “A minha vocação nasceu dentro do mesmo esquema de muitos padres da minha geração, sendo coroinha”, disse.

Ele entrou para o seminário aos 12 anos. Era o período pré – Concílio Vaticano II, onde as celebrações seguiam o rito tridentino. Segundo ele, a disciplina litúrgica daquela época moldou o seu jeito de catequizar.

Muito estudioso, padre Fiori logo se identificou com o lema do seminário palotino: oração, estudo, trabalho e esporte. “O modelo dos padres era muito claro. Você entrava [no seminário] sabendo que é um homem que reza a Santa Missa diária, que faz a Oração das Horas”, afirmou o vigário.

 Ele fez o noviciado em Curitiba e uma vez por semana dava catequese nas escolas para as crianças. “Sempre quis ser um padre catequista, que ensina a fé”, contou. Durante a Teologia se dedicou aos jovens e às Equipes de Nossa Senhora. Trabalhou com as famílias, criou um curso de terapia familiar para casais. Foi para Roma estudar Psicologia da educação.

Padre Fiori foi ordenado sacerdote no dia 2 de julho, na Igreja São Vicente Pallotti, em Arapongas.  Ele trabalhou por três anos com o padre Bernardo Merckel. Foi diretor espiritual do Seminário Menor, coordenador das vocações, diretor espiritual do Seminário Diocesano, capelão da Santa Casa e padre da Capela do Colégio Mãe de Deus. “Sempre encontrei trabalho. Como sacerdote, sempre estive disponível. Fui confessor na Catedral por dez anos”, recorda.

“A maior graça que Deus me deu foi me colocar para trabalhar com o padre Bruno (nosso pároco) como vigário paroquial. Porque ele é muito jovem, mas tem todo o jeito dos padres de sempre”, afirmou.

O sacerdote diz que, mesmo 50 anos depois da sua primeira Missa, celebrada na Igreja Matriz de Ibiporã e preparada pelos padres do PIME (Pontifício Instituto das Missões), a sua maneira de rezar a Santa Missa não mudou. “A maneira de rezar a Missa é a mesma desde o primeiro dia. Nunca rezo a Missa distraído. Outra coisa que nunca rezo distraído são os batizados. A minha pergunta é sempre: Fiori, você crê ou não crê? Se você crê, Deus está agindo. Então não tem por que fazer teatro”, comentou o vigário.

Ele afirma que fez um voto inconsciente de sempre sorrir e ser atencioso com todos.  “Apesar de todas as minhas limitações e pecados, sempre considerei ser muito belo ser sacerdote. É agir na pessoa de Cristo. Quando batizo um bebê, é Cristo batizando. Na Santa Missa, quando absolvo na confissão. É belo, e é essa beleza que impulsiona a gente. Um segredo meu é que, quando seminarista, estudei uma grande filósofa chamada Simone Weil e ela dizia que a caridade no fundo é ser atencioso com as pessoas.”

Ao longo destas cinco décadas, o seu sim impactou a vida de muitas famílias. Como diz a oração de São Vicente Pallotti, que ele escolheu para completar esta reportagem, nosso vigário “não és feito para seus interesses, porque és instrumento e caminho para Deus.”

Um pai

“Padre quer dizer pai, pai que tem muitos filhos.” É exatamente isso que significa a presença do padre Fiori na minha vida. Ele é um pai. Em 2019, cheguei na Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos para um aconselhamento espiritual em um momento muito difícil da minha vida: divorciada, com um filho pequeno para criar, com problemas emocionais e na família.

 Padre Fiori me ouviu atentamente, compreendeu a minha história e me colocou para atuar no projeto de sua Ermida e na paróquia. Através desse acolhimento, do trabalho desenvolvido com ele, das conversas, sempre que necessárias, tenho superado minhas dificuldades pessoais, obtido um crescimento na vida espiritual e sou continuamente educada para a vida na graça.

Gerar e educar é o papel de um pai e é exatamente isso que a convivência com o padre Fiori faz com seus filhos espirituais.  É uma grande graça poder fazer parte desse seu ministério. Valeria Pavani

In persona Christi

“Ao encontrar o senhor, pela primeira vez na capela do Mãe de Deus, celebrando a Santa Missa, eu me encontrei com uma pessoa humana, mas naquele exato momento, “in persona Christi”. Foi naquele momento que, verdadeiramente, a verdade me encontrou.

Agradeço pelo “apostolado do café” após a Santa Missa diária. Por me apresentar a Santa Teresinha do Menino Jesus após minha primeira confissão. Por ser o homem que me conduziu, sustentou e tornou-se meu maior exemplo quando meu avô faleceu.

Muito obrigada por me fazer conhecer, amar, servir e assim me unir a Nosso Senhor Jesus Cristo. Parabéns pelos 50 anos de sacerdócio, Deus seja louvado por incontáveis almas que salvou pelo vosso sim ao sacerdócio, espero e desejo ardentemente ser recebido pelo senhor, juntamente com Nosso Senhor e Nossa Senhora na glória eterna.  Leandro Cesar Nabhan

Confira as fotos da Missa em Ação de Graças pelo jubileu de ouro do Pe. Fiori

Assista a homília do padre Antônio Fiori