No mês de agosto é celebrado o Dia de São Tarcísio. Com apenas 12 anos, Tarcísio era acólito e mártir da Igreja dos primeiros séculos, que ficou conhecido por testemunhar com sua própria vida o amor a Jesus eucarístico. Em homenagem ao seu sacrifício, o santo é padroeiro dos coroinhas e acólitos, auxiliadores de padres, bispos e diáconos.

A missão do coroinha é prestar serviço ao altar nas celebrações eucarísticas, além disso há uma grande importância em ser coroinha, pelo fato de envolver a criança nas coisas de Deus, despertando afeição para com tudo aquilo que é sagrado.

Na Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos há muitos coroinhas e acólitos que são da mesma família. É comum ver irmãos servindo juntos, e nestes últimos meses o número de coroinhas da mesma família vem crescendo. Com isso, percebemos como os irmãos influenciam e motivam uns aos outros neste processo.

Na família do casal Karen Rodrigues Chacorosqui Dalecio e Hugo Alex Dalecio são quatro filhos servindo ao altar. O primeiro filho a demonstrar interesse foi o primogênito Pedro Henrique Chacorosqui Dalecio. “Partiu dele o interesse em servir a Deus”, diz ela. Os irmãos mais novos seguiram o exemplo. Neles também despertou esse desejo de servir.

A Karen e o Hugo sentem uma enorme alegria vendo seus filhos servindo. “Nossos corações se enchem de alegria, pois mostramos o caminho do bem. As crianças de hoje precisam ter o exemplo de participar da Santa Missa”, dizem eles.

Sendo coordenadora da IAM (infância missionária), Karen diz que “o tema é criança evangelizando crianças. Hoje temos crianças que passaram ou que estão conosco dando esse exemplo.” Com isso, ela disse “uma vez li que ser coroinha não é apenas servir o altar e o próximo, é participar da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo”.

Eis-me Aqui, Senhor!

Pedro Henrique Chacorosqui Dalecio começou a servir ao altar com 11 anos. Ele foi coroinha por cinco anos e, atualmente, é acólito. “Me sinto alegre em estar no altar servindo a Jesus, pois minha motivação é fé, Deus, família, amigos e irmãos que servem junto comigo”, diz ele.

Percebe-se que aceitar servir a Deus é uma escolha vinda do coração, e para Pedro não foi diferente. “Meu sim foi para sempre estar à Sua disposição, faço com amor e carinho para Jesus e Maria sempre o nosso melhor”, disse ele.

Testemunho

“Comecei a demonstrar interesse em servir depois de uma viagem a Aparecida. Meus irmãos começaram a servir e eu via que eles estavam gostando, e começou a despertar um desejo em mim. Desde então, me sinto muito bem em ter dado o meu sim e começar a servir. É uma sensação magnífica estar mais perto de Jesus Eucarístico. Essa é uma missão que me ensina a criar uma relação de respeito e carinho com o que é Santo. E é muito gratificante aprender mais e mais sendo acólita.” Isabela Delposito da Costa Silva