Natal está chegando e a pergunta que se faz é: quem de nós celebrará bem o Natal?

Certamente quem depõe diante daquele menino toda arrogância, toda distância e redescobre o desejo de praticar o amor cristão: oblativo, generoso, desinteresseiro.

Quem não transporta morte nas suas palavras, nos seus gestos, mas leva sempre consigo o desejo de comunhão e de vida.

Quem acolhe Deus na sua carne, na sua existência, na sua casa, nas suas decisões, no seu trabalho, nas suas convicções. Porque Deus vem na vida, ele quer participar da concretude dos meus gestos, ele quer habitar os meus olhos e só assim meu semblante se fará sereno, terno e atento.

Ele quer habitar meus ouvidos, para que eu escute com o coração. Quer habitar a minha boca para que eu fale palavras do bem e saiba bendizer a vida e as criaturas. Quer habitar as minhas mãos, para que se abram e se estendam a doar a paz, a enxugar lágrimas, a vestir os nus e a quebrar correntes.

A grandeza de cada um de nós depende de quem habita a nossa grandeza e a verdadeira grandeza é ser habitado por Deus. E se Ele nasceu em uma estrebaria, não se escandalizará de mim, das minhas sujeiras e misérias, a pobreza que somos e que certamente por Ele será transubstanciada em graça.

Portanto, agora é o meu Natal. Entendo que Cristo nasce para que eu nasça de novo. O nascimento de Cristo deseja e pede o meu nascimento, que eu nasça diferente e novo, nasça do Espírito de Deus.

Feliz Natal e feliz re-nascimento! Paz!