Você sabia que o Amém com o qual terminamos as orações é o próprio Jesus (Ap 3, 14)? O Credo, como o último livro da Sagrada Escritura, termina com a palavra hebraica “Ámen”, palavra que se encontra com frequência no final das orações do Novo Testamento. Do mesmo modo, a Igreja termina com um “Ámen” as suas orações.

Em hebraico, Ámen está ligado à mesma raiz que a palavra “crer”, raiz que exprime solidez, confiança, fidelidade. Assim se compreende por que é que o “Ámen” se pode dizer tanto da fidelidade de Deus para conosco, como da nossa confiança n’Ele.

No livro do profeta Isaías encontramos a expressão “Deus de verdade” (na tradução literal seria “Deus do Ámen”), quer dizer, o Deus que é fiel às suas promessas: Todo aquele que desejar ser abençoado sobre a terra deve desejar sê-lo pelo Deus fiel (do Ámen)(Is 65, 16).

Nosso Senhor emprega frequentemente a palavra “Ámen”; por vezes sob forma redobrada, para sublinhar a confiança que deve inspirar a sua doutrina e a sua autoridade fundada na verdade de Deus.

O “Ámen” final do Credo retoma e confirma, portanto, a palavra com que começa: Creio. Crer é dizer “Ámen” às palavras, às promessas, aos mandamentos de Deus; é confiar totalmente nAquele que é o “Ámen” de infinito amor e perfeita fidelidade.

A vida cristã de cada dia será, então, o Ámen ao Creio da profissão de fé do nosso Batismo: “Que o teu Símbolo seja para ti como um espelho. Revê-te nele, para ver se crês tudo quanto dizes crer. E alegra-te todos os dias na tua fé”.

 

Autor: Luís Fernando Rossetto, catequista

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