Por Fr. Jon Eslen Amorim da Silva, SAC – Consagrado Palotino

Em agosto celebramos em nossas igrejas o Mês Vocacional. Podemos, então, nos perguntar o porquê desta celebração na Igreja do Brasil. Em 1981, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em sua 19ª Assembleia Geral, instituiu agosto como o Mês Vocacional. O objetivo principal era o de conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional. É por isso que cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação.

No primeiro, celebra-se o sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio e Semana da Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos.

Temos exemplos bem ricos da diversidade de vocações em nossa Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. Temos a presença de casais que, seja trabalhando na vida paroquial, seja participando das santas missas diárias ou dominicais com seus filhos nos apresentam o exemplo da vocação matrimonial e familiar.

Convivemos com os sacerdotes palotinos, que nos transmitem a fé e a doutrina em cada missa, confissão, atendimento espiritual e conversas pessoais. São exemplos dedicados do sacerdócio de Cristo, Bom Pastor. Temos também a vocação do catequista, identificada por meio dos leigos que, entregando a sua vida e disposição em favor do Reino são canais de graças – às vezes o único ou o mais importante – na vida das dezenas de crianças que passam pelos encontros de catequese semanais nesta comunidade.

Por fim, a vida religiosa tem sua representação nos fráteres que convivem conosco, bem ao lado, no Seminário São Vicente Pallotti. São exemplos da vida consagrada da Igreja, manifestada por meio dos conselhos evangélicos, transmitidos no sorriso jovem e na alegria da conversa fraterna.

De fato, somos uma comunidade rica em vocações. O convite, portanto, se estende aos jovens e às famílias para que continuem rezando, pedindo sempre ao Senhor boas e santas vocações leigas, sacerdotais, religiosas e matrimoniais.

A vocação específica não cai do céu: ela começa com o dom da vida de cada batizado. Cabe a nós ajudar a amadurecer essa semente de amor no coração de cada criança, de cada filho e filha de Deus, pois é dever cristão educar os mais novos na fé.

Da criança que brinca de rezar a missa, até ser de fato um sacerdote, daquela menina que brinca de boneca até que chegue a ser mãe. É necessário muita oração e cuidado de nossa parte. Contudo, não devemos descuidar da verdadeira e principal vocação, a qual todo cristão é chamado: a santidade! Fora desse caminho não temos como viver bem qualquer que seja a nossa vocação pessoal.