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Vocação: resposta de amor ao Amado

No mês de agosto rezamos pelas vocações. Por todas as vocações: a sacerdotal, a religiosa e aquela que dá vida à família: o matrimônio. 

Deus chama, e o ser humano responde. Responde mesmo sabendo que somos fracos e insuficientes, e que somente Deus pode levar à perfeição a obra em nós começada, pois “antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te escolhi” [Jr 1,5].

Às vezes Deus chega de repente, e chama usando os meios que Ele acha melhor. Assim como chegou na vida do Rafael Moreira, seminarista da Diocese de Presidente Prudente: 

Um dia Jesus visitou minha casa e me chamou pelo nome: “Rafael, preciso de você padre”. Respondi: “Sim”. Foi no ano de 2006 durante um momento de oração. Escutei a voz de Deus a ressoar em meu coração. Que alegria ter sido eleito pelo próprio Deus. Não viu minhas misérias e falhas. Chamou-me por amor. Iniciei em 2007 minha caminhada vocacional dentro do seminário. Optei dar uma pausa e discernir o chamado de outra forma. Foram 5 anos fora do seminário: namorei, me graduei e trabalhei. Que tempo fértil! O chamado persistia. Retornei ao seminário em 2013! Tenho renovado o “sim” diariamente. 

Ou quando Deus vai preparando o coraçãozinho da criança e vai indicando a ela, pela santidade e testemunho de padres e seminaristas, que Ele a deseja junto de si para uma missão especial. Foi o que aconteceu com o João Vítor, noviço palotino: 

Deus me chamou para vida consagrada e sacerdotal desde pequeno. Minha família me levava à missa, e lá eu observava cada movimento que o padre fazia, então chegando em casa, logo eu ia arrumar tudo para brincar celebrando a missa, por isso, quando me perguntavam o que ia ser quando crescer, logo respondia que seria padre. Fui crescendo e cada vez mais me envolvendo nas pastorais: coroinhas, Congregação Mariana, música e catequese, além de sempre ajudar o padre quando ele precisava. Ainda, também, sempre com amizade com os nossos fratres palotinos, pois minha comunidade sempre foi palotina. Daí o desejo de ser um consagrado palotino e padre.

A vocação pode nascer de um contato íntimo com o Senhor, na oração, na Santa Missa, ou no diálogo com um sacerdote. O testemunho do seminarista Lucas Ehlke, da Arquidiocese de Londrina, nos fala da vocação como um profundo toque do amor do Coração de Jesus: 

Antes de ingressar no seminário, eu namorava, cursava Direito e participava de um grupo de oração. Mas, aos poucos, sentia um desejo de me doar mais a Deus. Um dos sinais vocacionais em minha caminhada se deu na homilia de um sacerdote: quando ele falava do Sagrado Coração de Jesus, senti meu coração arder. Em seguida, conheci o seminário arquidiocesano, e em uma partilha com um dos seminaristas, ele me contou que o Sagrado Coração é o padroeiro dessa arquidiocese. E, nesse momento, senti uma paz profunda, e a sensação de estar em casa.

O matrimônio é uma vocação muito especial e de grande valor. Cada casal traz em si a marca do amor eterno de Cristo pela sua Igreja. As vidas do casal Felipe e Ligia se cruzaram, eles se encontraram, e hoje são casados. O matrimônio deles é o sinal de uma vocação respondida a dois como reflexo deste amor: 

Namoramos por 11 anos, somos casados há 15, e somamos 26 anos juntos. Deus nos dá desde o princípio uma vocação, e nos escolheu para estarmos juntos, e formar uma família. O casamento, como sacramento, é Graça. É dom de Deus. Através dele vivificamos o dom do amor. Aprendemos a viver a cumplicidade conjugal para alcançar sonhos ou superar obstáculos. Assim, chamados à vocação matrimonial, éramos 2, nos tornamos 1 e como se não bastasse, sendo os sonhos e planos de Deus maiores e melhores que os nossos, fomos agraciados com 4 filhos: Artur (14), Gabriel (8), Guilherme (5) e Manuela (3 meses).

A vocação religiosa como freira ou frei, ou como irmão faz parte da grande variedade de dons e carismas que o Espírito suscita na Igreja. A vocação da irmã Maria Luciene é um claro sinal de que Jesus, quando chama, chama quem ele quer, quando e como ele quer, “eu vos escolhi” [Jo 15,16]. 

A iniciativa é sempre da parte de Deus. Meu chamado tem seu início no dia de minha Primeira Eucaristia. Com apenas meus 12 anos de idade, Jesus Eucarístico foi quem atraiu-me! Ele tornou-se para mim centro e Luz na vida vocacional. Sempre senti profundamente a Sua presença atuante na minha vida. Desde criança experimentei o amor a Maria como um elemento essencial na minha Família. E a divina providência na sua sábia atuação, conduziu-me a uma comunidade que ama de modo exemplar a Mãe de Deus e a seu Filho Jesus! Pela visita de uma Irmã de Maria de Schoenstatt a minha casa, fui surpreendida e cativada, para tornar-me um instrumento da Mãe Três Vezes Admirável. Entretanto estou há 27 anos, feliz e realizada por ser também uma Irmã de Maria.

Espero ter dado “voz” a estes lindos testemunhos, que são a prova viva de que Deus chama quem Ele quer, e continua a suscitar em nossa Igreja, homens e mulheres generosos que atendem ao apelo do Bom Mestre!

Viva o mês de agosto e todas as vocações!

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