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“Nunca mais me esqueci de que a mãezinha do céu gosta de mim”, diz Pe. Antônio Maria

A festa da Padroeira Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos foi cheia de novidades e momentos especiais como a missa presidida pelo padre Antônio Maria. Em sua homilia, ele disse que a Igreja precisa ser unida e unânime em oração com Maria, como foram os apóstolos no cenáculo.

Entre as novidades teve, em cada noite da novena, a participação de convidados de diferentes profissões, o terço foi conduzido cada dia por uma pastoral e as barracas de comida típicas de diversos países em alusão ao Pentecostes. No domingo, teve a tradicional carreata pelas ruas do bairro, com benção dos carros e o almoço da padroeira.

Padre Antônio Maria contou como foram os tempos no seminário, sua relação com os palotinos e a Rainha dos Apóstolos. “Estar aqui na Rainha dos Apóstolos me faz pensar na misericórdia de Deus para comigo. Nas coisas maravilhosas que Deus fez através de Maria, através dos palotinos, de São Vicente Pallotti. Estou em casa”, disse Pe. Antônio Maria.

Criado em uma família mariana, a devoção por Maria nasceu ainda na infância. Ele recordou emocionado do primeiro encontro com a mãezinha. “O carimbo de Deus nesta devoção na minha vida foi quando a mãe peregrina, em uma imagem maior, visitou minha casa em um mês de maio. Eu deveria ter uns 10 anos. Eu estava sozinho na sala e ela em um altar preparado por minha mãe. Eu olhei para ela. Estava ajoelhado e conversei com ela. Não lembro o que conversei, mas o que me tocou foi o olhar dela. Ela olhava para mim e pensei: a mãezinha gosta de mim. Esse foi meu primeiro grande encontro com Maria. Nunca mais me esqueci deste encontro, nunca mais me esqueci de que a mãezinha do céu gosta de mim”, contou com os olhos cheios de lágrimas.

O sacerdote, que foi ordenado há 45 anos, não queria ser padre. Seu desejo era ser cantor. Ele cantava na catequese e nas festas. Mas um dia sentiu o chamado para a vocação sacerdotal, mas lutou contra esse chamado até que decidiu fazer a vontade de Deus. Contou que na ordenação o bispo lhe pediu para cantar. “Foi a primeira coisa que fiz como padre. Foi como Deus me dizendo:  você fez a minha vontade, agora estou fazendo a tua”, disse.

Para ele, a música é um instrumento extraordinário de evangelização, porque penetra na alma e no coração das pessoas. “O papa São João Paulo II dizia que tem que se evangelizar com novos métodos, com novo ardor, com novas expressões e a música é uma expressão maravilhosa”, afirmou.

Padre Antônio Maria falou, ainda, sobre o seu carinho pelas crianças pobres e lembrou da sua infância. “Quando via uma criança pobre eu pedia para Papai do céu abençoar aquela criança e eu fazia o sinal da cruz, porque o padre fazia assim. Mas fazia sem imaginar que faria esse gesto centenas, milhares de vezes para abençoar. Por isso, dediquei a minha vida sacerdotal para a criança”, contou. Ele fundou a Fundação Filhas de Maria – Servas dos Pequeninos, que cuida de crianças abandonadas e em perigo social.

NOVENA

Em preparação para a festa da Padroeira, a comunidade se uniu para rezar o terço e novena da Rainha dos Apóstolos e adorar o Santíssimo. Com o tema “E ficaram cheios do Espírito Santo (At 2,24), durante nove dias, nove sacerdotes conduziram a meditação dos dons do Espírito Santo e a importância de Maria.

A abertura da novena foi presidida pelo padre Daniel Max, SAC, da Paróquia Santo Antônio, de Cambé. Também participaram os padres: Valdomiro da Silva, Josenilton Dias Pires, SF; Marcelo Gomes; e os padres palotinos Bruno Áthila, Antônio Fiori, Luan Capelari, Edvaldo Betioli e Érick Vinícius.

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